terça-feira, abril 19, 2005


Às trevas!

Não sou católico, nem apostólico, nem romano. Sou cristão, no sentido mais ecuménico da palavra. Também por isso, mas não só, estou profusamente perplexo com a escolha emanada deste conclave.

Joseph Ratzinger é o dogma, a intransigência, o radicalismo em espírito insano. Representa o pior do menos bom de seu predecessor, a incapacidade brutal em abranger os sinais dos tempos, a inabilidade cruel em compreender todo o relativismo humano.

Numa sociedade dita cada vez mais global, mas onde os dogmas das religiões monoteístas vão prevalecendo ante direitos e valores fundamentais tão recentemente conquistados, parece-me crível que o espírito de Assis ficará francamente comprometido. E isto tocará a todos, crentes ou não crentes.